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Análise Rainbow Six Vegas 2 - Parte #1

Escrito por Tiago em Abril 23, 2008

Devido a falta de tempo, aqui vai a primeira parte do review =).

Não vou me ater a detalhes ou a nomes, coisas que pouco importam quando voê joga, mas apenas ao jogo em si.

Rainbow Six a até algum tempo atrás era sinônimo de realismo e simulação tática, que envolvia muito planejamento e atenção aos detalhes, cuidados ao virar cada esquina e tudo que se espera de um ambiente altamente hostil. Nos Rainbow Six 1, 2 e 3, as balas matavam, realmente matavam, se você tomava algum tiro ficava capenga da vida e mal podia atirar, basicamente você se tornava um inválido.

As mudanças em relação aos seus antecessores

O novo Rainbow Six teve mudanças elementares no seu conceito (tipo redondamente redondas), o jogo trocou seu estilo por completo, o que envolvia tática e planejamento agora é voltado para ação e reação, menos pensar, mais agir. Em consequência destas drásticas mudanças Rainbow 6 se tornou aquilo que se chama de shooter (R6 levava o título de tactical-shooter), sites maiores de jogos até podem definir como tático, mas quando um jogo não envolve tática, então este não é tático, o que é o caso do R6 Vegas 2.

Pra começo de história, quando você leva tiros apenas tem sua visão escurecida, após alguns segundos você se recupera e está pronto pra outra, de certa forma isso deu uma continuidade melhor ao jogo, você consegue seguir jogando mais tempo, melhora o ritmo de jogo sem dúvida, agora que R6 é linear e não mais localizado em ambientes fechados.

Outra mudança foi na conceito do jogo, ao invés de ficar meia hora planejando como você quer invadir alguma casa ou ambiente, você pode apenas seguir os waypoints, não existe mais a história de salvar os reféns do banco ou coisa do tipo, que ao meu ver foi a pior coisa que poderiam ter feito ao jogo. Agora você apenas anda e mata, não precisa mais ser tão cauteloso quanto aos tiros como antes, onde qualquer peido poderia fazer com que os terroristas ficassem anciosos e executassem os reféns, em Rainbow Six você passa apenas por um momento como este, mas não há nada de especial como no R6 3 por exemplo, que você realmente tinha de cuidar como iria invadir algum lugar e cuidar para que os reféns não fossem mortos.

O jogo têm lá suas missões de resgatar reféns, mas não são mais o foco do jogo como antigamente.

Ao invés de milhares de comandos para controlar seu esquadrão, que agora foi reduzido para dois membros, você têm dois caras que servem de capachos.

Lealdade sem fim

Seus subordinados realmente lhe amam, mande-os abaixo de balas e eles irão, e por incrível que pareça, não morrerão, aqui podemos ver a maior diferença em relação aos antecessores da série R6, ao invés de morrerem com os tiros, sua equipe fica apenas “desorientada” e cai no chão quando são gravemente feridos, e caso algum assassino malvado decida, ele pode meter bala no seus companheiros no chão e você ver um “Restart from last checkpoint” na sua tela.

O jogo agora se parece muito mais com Brothers in Arms em ambientes fechados do que propriamente com Rainbow Six.

Agora nao tem outros esquadrãoes operando em conjunto.

Táticas?

Grande melhora no jogo e ao mesmo tempo grande defeito, ficou muito mais fácil comandar o seu esquadrão, mas os mapas e ambientes do jogo proporcionam poucos momentos onde a melhor tática é válida.

Como por exemplo aconteceu comigo, fui entrar em uma espécie de fábrica que possuía alguns geradores, com a “snake cam” que possibilita ver pelo rodapé das portas, consegui rastrear todos os inimigos na sala, um a um fui eliminando cada um, a arma com silenciador e fui indo, matei todos até que restou apenas um. No momento que ia me posicionar para atirar nele ele me avistou com o seu sensor aranha (assim acredito que ele tenha me descoberto embaixo da sua localização, pois ele estava em uma passarela).

Então ele me mata, resultado, de que adiantava planejar? Passei muito tempo tentando ser perfeito em executar minha “super-tática”, e no fim levei um tiro na testa, acredito que esse tenha sido uma fator determinante para mim nas continuação do jogo, tirei o silenciador e parti pra bala, e foi assim que consegui terminar o jogo, aqui se vê claramente que R6 Vegas 2 deveria ter mudado de nome. Porque Rainbow Six 1,2 e 3 tinham tática.

Consoles dominam

Não precisa ser nenhum gênio pra saber que R6 deixou de ser jogo de Computador pra se tornar jogo de console, afinal é isso que têm acontecido atualmente. Os jogos são desenvolvidos com consoles em mente, e depois adaptados pra computador, as limitações de visão de distância entre outras coisas são todas voltadas aos consoles e infelizmente mantidas também nos PC’s. E a tendência é os jogos de computador ficarem cada vez mais parecidos com os de console.

Acho que vou comprar um console…

Continua……

Segunda parte nos próximos dias

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