Análise Rainbow Six Vegas 2 - Parte #2
Escrito por Tiago em Abril 24, 2008
As missões e jogabilidade
Os ambientes são bem construídos, não se pode negar, mas ainda assim o cenário é muito mais fechado e linear do que os R6 clássicos. No máximo 2 portas para você entrar e acabou.
Uma habilidade legal que se encaixou bem nas missões, é a possibilidade de você se escorar contra a parede, e poder atirar com a arma por cima ou pelos lados, podendo matar inimigos com “blind fire” ou fogo-cego, ou ainda atirar a esmo.
A habilidade ajuda e de certa forma foi bem-vinda, era uma das coisas que faltavam nos outros Rainbow Six clássicos, muitos jogos hoje estão adotando essa possibilidade, que realmente foi uma grande evolução para os shooters hoje.
Você também pode se escorar contra a parede, próximo a uma porta, e abrir a porta sem se expor, muito. Aí tive vários estresses no jogo, pois a animação era lenta, e nesse meio tempo os inimigos poderiam estar muito bem lhe esperando do outro lado da porta, e no tempo que o personagem recuava a mão da porta você poderia ser morto. Mas é um pequeno problema, nada que realmente possa tornar o jogo ruim.
Mais uma adição interessante foi o sistema de penetração de materiais, coisa que estranhamente existia desde o Counter Strike 1.5, e só veio ganhar destaque realmente com Battlefield 2 e Call of Duty 4, este último que realmente abusava dessa “novidade”. Enfim, Rainbow Six correu atrás e adicionou isso, o que dá uma perspectiva de jogo totalmente diferente, além de adicionar possibilidades e trazer mais dinâmica. O que faltou foi a IA do jogo também usar isso contra você, o que tornaria tudo muito mais interessante e ajudaria a deixar o jogo mais tático, mais planejado, pois você teria que calcular onde poderia ou não se esconder.
Outra coisa legal do jogo, que eu particularmente acho muito interessante, é você customizar o seu personagem e poder ver as mudanças, o jogo é tático e só em alguns momentos você têm acesso a câmera em terceira pessoa, isso é um fato relevante quando você pode customizar seu personagem. Mesmo o jogo sendo de FPS, adiciona a câmera em terceira pessoa nos momentos em que você fica escorado contra as paredes, e isso foi realmente bem-vindo no jogo, e mesmo para um jogo de FPS essa é uma adição que não pode ser explorada, pois seu campo de visão é limitado, e caso você tente olhar para os lados, o seu personagem se posiciona de forma que ele sai da cobertura e pode ser atingido por fogo inimigo. Realmente foi um ponto bem trabalhado pela Ubisoft.
Conclusão
Rainbow Six é um jogo que inova em certos aspectos no entanto deixou muito a desejar em relação às versões antigas, mas é um bom jogo, divertido e fácil de ser jogado. Para aqueles que preferem uma ação tática mais rápida este é um prato cheio, mas a tática real se faz com calma e planejamento, coisa que pouco adianta no jogo, uma vez que a AI têm alguns problemas que podem arruinar seu dia de estrategista.
A falta de outros esquadrões cooperando simultâaneamente é outra coisa que faz falta no jogo mas que é facilmente superada se formos ver o estilo mais linear e seqüencial do jogo.
PRÓS
+ Jogo divertido de se jogar
+ Oferece boas possibilidades de customização do equipamento a ser utilizado
+ Ótimo sistema de cobertura no jogo
+ Diferente de muitos no estilo, não é repetitivo, apesar de todas as missões serem essencialmente iguais
+ Bons gráficos e som
CONTRAS
- Táticas no jogo são ausentes ou desnecessárias, ajudam, mas não tem a mesma importância
- Interação com o cenário é bastante pobre, poucos efeitos de física, efeitos poderiam ser melhores
- Jogo é muito linear, não há surpresa, você sempre saberá onde os inimigos vão estar, e por mais isso não há necessidade de planejamento
- Em decorrência da linearidade, temos os velhos “triggers”, passe do ponto X que um número Y de inimigos irá aparecer de algum lugar
- IA não oferece grande desafio, se posicionam mal demais e geralmente ficam perto em grandes grupos, o que os tornam alvos fáceis
- IA do seu esquadrão no jogo também deixa a desejar as vezes, tempo de reação geralmente é longe e não fogem para cobertura quando estão sob fogo
- Os inimigos antes de terroristas parecem ser suicidas, correm pra cima de você, comportamento extremamente irreal e non-sense
- Missões geralmente baseadas em algum tipo de perseguição pessoal, ao invés de resgate de reféns, foco foi completamente invertido e americanizado