gameXperience

de jogador para jogador, sem dever nada a ninguém

Review: Frontlines Fuel of War demo

Escrito por Tiago em Julho 14, 2008

REVIEW

Como noticiado aqui mesmo no blog, ontem saiu o demo do Frontlines Fuel of War. Eu havia participado do beta-testing fechado dele, acompanhei parte do progresso do jogo, quando baixei o demo esperava encontrar um jogo otimizado, e melhor do que aquele que eu joguei no beta, mas infelizmente não foi exatamente o que eu vi.

Frontlines veio como promessa de ser o jogo “dominante” no que se refere a multiplayer no Xbox 360. Suportando 64 jogadores, isso somado a quantidade de objetos que podem ser destruídos no jogo, sistema avançado de contra-medidas do jogo e tudo mais.

O resultado dessa ambição: servidores que não conseguiram aguentar tantos jogadores num mesmo servidor, bugs, glitches e outros problemas.

Jogando a versão do computador, não pude deixar de notar que o jogo parecia um daqueles ports feitos de video-games para computador. Porque não houveram grandes melhorias com relação a versão beta e essa demo, que corresponde a versão 1.1.1 do jogo.

Confira o review…

Jogabilidade

A parte principal do jogo, e onde residem os seus maiores problemas, para o padrão de jogos de FPS para PC, Frontlines tem uma movimentação bastante travada e complicada, é como se você se sentisse preso, você sente que pode fazer mais, mas por mero capricho do jogo você não pode. A movimentação, na parte de andar, é até bem fluída, mas parece que falta algo. Não sei precisar exatamente, mas o jogo é esquisito, você tem uma boa capacidade de corrida no jogo, o sprint é interminável, que dá mais velocidade, mas o jogo não é daquele tipo que você pode bancar o rambo sua melhor chance pra se proteger é se deitar no chão.

O jogo faz uma mistura esquisita, entre 2 estilos, lento e rápido. Saia correndo pra cima dos seus inimigos e morra, fique parado e atire, você terá que passar um belo tempo gastando balas tentando acertar seus inimigos, já que o sistema de danos do jogo é o mesmo que o do Call of Duty, após tomar alguns tiros, a tela fica avermelhada, e segundos depois você está curado e pronto pra outra. Talvez esta seja uma das coisas chatas do jogo, porque mesmo você atirando antes, o inimigo tem uma boa chance de se virar e atirar em você e acabar te matando, já que no combate corpo-a-corpo, geralmente o mais sortudo, ou o que tiver menos lag, ganha.

Como não consigo falar exatamente o que falta na jogabilidade, vou falar como o jogo é em geral, e a partir daí faça seus próprios critérios.

Armas

O sistema de mira e tiro, esse sim, é feito no melhor estilo console, pois conforme você atira a mira abre, então o correto é dar pequenas rajadas, certo? Bom, fazendo isso você espanta seu inimigo e denuncia sua posição a toa, pelo menos é o que acontece na maioria das vezes, principalmente com lag.

A mira, todas são iguais, quando você puxa a mira da arma, outra cruz de mira aparece na tela. As armas possuem 50 tiros em geral, realmente o número é apropriado, pois com menos balas, é muito provável que você não consiga matar seu inimigo, pois ele logo pode fugir, se recuperar e voltar pra briga, novo em folha.

Aí está outro grande problema do jogo, ele mixa a jogabilidade do Battlefield 2 com o Call of Duty 4, o sistema de tiro e danos dos soldados é muito mais parecido com o do Call of Duty 4, mas você pode levar muito mais dano no Frontlines, do que usando aquele perk apelativo do CoD4 que torna você quase indestrutível.

Veículos

No combate veículo-veículo não há nada de especial. O que fico realmente mal feito, e faltou ser trabalhado, é a movimentação dos veículos, que deveria ser um dos destaques do jogo, ela é simplesmente horrível. Tanques, jipes e demais blindados, simplesmente demoram a responder aos seus comandos, é travado, e o campo de visão na tela do veículo é outro aspecto negativo do jogo, você não consegue ter noção de onde está o corpo do seu veículo, você apenas vê o canhão, e não há nenhum ícone nada, indicando a posição da torre com relação ao corpo do veículo.

Os veículos ainda por cima são praticamente inúteis no jogo, dificilmente você vê alguém utilizando eles em mapas urbanos, pela facilidade de acertarem mísseis em você sem precisar travar a mira.

Por outro lado, na questão veículos x infantaria, há bastante balanço, mas os veículos tendem a perder a luta quase sempre se houver a presença de anti-tanques na área.

Já nos mapas mais abertos, no caso Oilfields, os veículos desempenham um papel muito mais importante, relamente, mas a questão é que nesses mapas os veículos parecem ser apenas mais uma coisa no jogo, mas parecem não ter utilidade no final das contas. É extremamente fácil acertar os tanques com mísseis, cada soldado anti-tanque no jogo carrega 9 mísseis, sendo que o tanque precisa ser acertado 3 ou dependendo 2 vezes para serem inutilizados ou destruídos. Agora some essa facilidade de ser destruído à dificuldade de dirigir um desses veículos, já pensou né?

gameXperience: Os tanques poderiam ser um pouco mais fortes, trazendo mais poder de fogo à frente de batalha, mesmo mantendo a blindagem fraca contra anti-tanques, mas ainda assim, se tivessem um melhor poder de fogo seriam muito mais úteis.

Os helicópteros são complicados de serem pilotados, mas com certeza isso não é problema para os jogadores, que já conseguiram se acostumar ao estilo, a minha crítica aqui fica com relação ao mapa, Oilfields, que é muito pequeno, e quando você menos se dá conta, está saindo fora da área de combate do mapa, e quando se dá conta, como penalidade por ter ultrapassado a linha, você morre.

gameXperience: Tirando isso os combates aéreos são bons, e enquanto pude voar, deu pra se divertir bastante.

O PONTO FORTE dos veículos, são os sistemas de contra-medidas, que é bastante inovador. A segunda posição nos blindados de assalto, possui uma arma principal que dispara mísseis, e um sistema de contra-medidas. Toda vez que algum projétil de míssil for lançado contra o veículo, o projetil será detectado pelo visor da arma, e você poderá disparar um míssil de detonação contra, o impacto faz com que o míssil disparado contra o seu veículo seja deflagrado, neutralizando a ameaça, algo muito inovador e divertido de se usar.

Uma questão se formos observar as armas dos tanques, canhões e afins, é que o raio de efeito das explosões é bastante insignificante, pois afinal você está atirando uma bala de canhão, não uma granada. Mas aí já pode ser questão de balanceamento do jogo.

Mapas

Oilfields - Um mapa no deserto, em meio a campos de petróleo. Ambos os times possuem jipes, tanques, blindados de assalto e helicópteros. O mapa é muito bonito e foi bem projetado, as duas bases principais possuem uma boa quantidade de construções que podem ser usadas para cobertura/defesa.

O terreno ainda propicia bons esconderijos para as infantarias e os tanques, que podem se esconder atrás de pequenas dunas e ter alguma proteção. O jogo flui muito bem aqui, predominam os combates a distância, portanto, é comum morrer e não saber de onde que veio o tiro, o que no final das contas pode ser bem frustrante, mas a distância entre as bases minimiza a frustração, pois diminui o tempo exposição no trânsito entre um objetivo e outro.

Uma coisa que vale ressaltar do mapa, é que como o mapa é praticamente plano, é bastante divertido de jogar, pois você vê todos os companheiros e inimigos do time se movimentando, isso somado as explosões, tiros e tudo mais, realmente a batalha é intensa e bastante divertida.

GNAW - Mapa urbano, uma cidade destruída, prédios altos e ruas com veículos e muitos objetos destruídos, o cenário é pós-apocalíptico, como se toda a cidade tivesse sido bombardeada. A parte gráfica, de construção do mapa, é soberba, prédios bem feitos, objetos e veículos nas ruas, tornam a destruição bastante convincente. No entanto o mapa não convence muito. Os combates como esperado, são praticamente todos corpo-a-corpo, pois quando você faz uma curva no jogo é bem provável que dê de cara com algum inimigo. Aqui veículos são quase inúteis, não por serem veículos, mas os veículos com a sua movimentação deficiente, proporcionam uma experiência extremamente desagradável no jogo, a demora na resposta dos controles torna você um alvo fácil.

Balanceamento no jogo

O balanceamento das armas, e dos veículos foi bem trabalhado, isso não se pode negar, tanto que se pode provar isso no jogo, onde se passa praticamente a maior parte do tempo lutando pelos pontos de controle que ficam mais ao centro do mapa, no meio. Realmente a equipe da Kaos Studios fez um excelente trabalho aqui.

Um dos problemas que notei é que isso nos leva a um dos defeitos do jogo que já citei: As armas.

Existe um certo problema no jogo, mesmo atirando antes, as chances do seu inimigo te matar antes, são praticamente as mesmas de você matar ele. E aí temos um problema equivalente: ou os soldados no jogo tem vida demais, ou as armas são muito fracas. A percepção que se tem jogando Frontlines, é que os soldados são praticamente blindados, o jogo não pune você pelos seus erros, por exemplo: Corri no meio da rua, fiquei exposto e um tanque começou a atirar em mim, eu deveria morrer por isso, correto? É assim que funciona na natureza. Mas não no Frontlines, eu posso sair correndo, me esconder, e me vingar do tanque que estava atirando em mim, e o pior, o tanque que atirou em mim, denunciou sua posição a toa. Pra quem conseguiu fugir, maravilha, mas e pro cara que ficou no tanque? É aí que alguns elementos do jogo perdem sentido, e tudo parece ser neutro demais. É quase como se o jogo recompensasse a falta de habilidade dos jogadores.

Conclusão

Nos primeiros minutos jogando, tudo no jogo é muito bom, tudo é novo, mas no decorrer da jogatina tudo que era legal se torna repetitivo, os mapas são repetitivos, a matança é sempre a mesma, quando você consegue ter alguma diversão e se acha no jogo, começa a notar alguns defeitos do jogo.

Com relação ao beta do jogo e a demo, posso dizer que o jogo evoluiu bastante na parte da jogabilidade, principalmente com relação ao uso dos robôs, o drone voador que explode, os ataques aéreos e demais artifícios que podem ser usado, antes podiam ser muito explorados a ponto de você quase não conseguir jogar.

Mas ainda assim com algumas melhorias, ainda há muito por fazer no que tange o combate entre infantaria, o jogo no momento é bastante desinteressante. Talvez se o sistema de esquadrões fosse melhorado, a adição do VoIP (coisa indispensável nos shooters hoje) com certeza iriam agregar bastante coisa ao frontlines. Tornar os veículos mais fáceis de serem controlados seria uma ótima mudança, já que poderia alterar muita coisa no decorrer do jogo.

Mas a impressão que fica até o momento é de que Frontlines ainda é um jogo sem sal, fácil demais de ser jogado, falta consistência nas armas e um sistema de danos não muito convincente. Se algumas mudanças fossem feitas aí, talvez Frontlines poderia ser muito melhor do que aquilo que se pode ver agora, aguardemos os próximos patches.

Em um próximo post, relatarei a minha experiência de jogo puramente, no Frontlines, contando os principais problemas que ocorrem, os momentos mais divertidos e etc… e tentar passar assim, uma noção de como o jogo anda e funciona on-line.

Deixe um comentário

XHTML: Você pode usar estas tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>