
Praga no WoW fez milhões de vítimas, corpos podiam ser vistos por todos os lados
Hakkar, a Flageladora de Almas, foi a causadora de uma pestilência no MMORPG World of Warcraft a 4 anos atrás. Os jogadores que se dirigissem aos calabouços de Zul’Gurub, enfrentassem e matassem a besta fera poderiam ser contaminados por uma peste altamente contagiosa.
Ao matar o monstro o jogador era infectado por uma magia chamada “Corrupted Blood” que suga a energia do personagem e mata os mais enfraquecidos. A magia deveria afetar apenas as redondezas da serpente, mas não foi o que ocorreu.
Aí entra o fator “ser humano”, alguns jogadores descobriram uma forma de passar essa praga para outros jogadores, (devido a um erro do jogo) a praga se espalhou rapidamente e se tornou uma pandemia, diversos jogadores perderam seus personagens por conta da praga, até mesmo os animais de estimação dos jogadores eram agentes transmissores.
Mas agora, em 2009, isso está servindo como base de estudo para as reações humanas e os fatores de disseminação.
Um dos desafios de qualquer cientista quando se trata de simulação é construir modelos realistas. E por anos se tentava isso na área epidemiológica, mas o melhor resultado veio de um meio inesperado com o jogo, pois as reações não poderiam ser mais humanas devido ao caos criado pela contaminação.
O modo de contaminação e disseminação da praga não poderia ter sido melhor pensado já que ocorreu de forma “natural”, impensada e inesperada. E o melhor de tudo além do teste ter tido reações humanas (os jogadores), é que isso foi feito dentro de um ambiente controlado e seguro.
Estima-se que em torno de 4 milhões de jogadores tenham sido contaminados na época.
Esse tipo de estudo fica ainda mais relevante com o aparecimento da gripe suína que está se alastrando rapidamente pelo mundo e ameaçando se tornar uma epidemia.
“Ao contrário de ‘pragas virtuais’ do passado, planejadas oficialmente, isso foi um efeito local que escapou ao controle –um surto virtual de ocorrência natural”, disse Ran Balicer, da Ben-Gurion University, em Israel, para a revista Epidemiology.



















